Trabalhar e Maternar - Parte 2

27/01/2016

O que buscamos no trabalho? A primeira resposta na maioria esmagadora dos casos seria dinheiro... Para muita gente é uma resposta óbvia, mas será apenas isso?

O dinheiro tem seu peso e sua importância, caso contrário, todos nós trabalharíamos como voluntários. Porém, existem questões além do dinheiro que trazem maior significado ao ato de trabalhar, de dedicar-se a uma determinada atividade.

Talvez a pergunta mais correta para gerar reflexão seja "Por quê". Por que trabalhamos? Por que trabalhar é importante? Por que para uns o trabalho é sinônimo de alegria e para outros de tristeza?

O trabalho nada mais é do que a troca de energia e tempo de vida por remuneração. Remuneração que não se limita a dinheiro mas ao significado que você mesmo dá à retribuição pelo serviço prestado, à recompensa, ao prêmio.

Mas antes de sermos profissionais competentes, cheios de compromissos e resultados a entregar, somos seres humanos e necessitamos estar em equilíbrio com a nossa vida em geral, considerando todas as áreas (espiritualidade, família, saúde, desenvolvimento intelectual, equilíbrio emocional, propósito e realização, recursos financeiros, vida social, diversão, plenitude, etc.)

A busca por esse equilíbrio é constante. Sempre devemos observar se todas as áreas de nossa vida estão recebendo a merecida atenção. Nem tudo estará sempre perfeito, somo seres em construção. Acertamos, erramos e a própria vida se encarrega de trazer surpresas boas e nem tão boas assim (do nosso ponto de vista).

O problema é que a clareza de simplesmente olhar para qual área da nossa vida está em desarmonia e precisando mais de nossa atenção, nem sempre vem. Ficamos chateados, nos estressamos, brigamos com pessoas e muitas vezes nem imaginamos que tudo se origina de um aspecto que dentro de nós está em desequilíbrio, afinal é muito mais fácil e comum encontrarmos problemas e defeitos no que está fora da gente não é mesmo?

Manifestamos este desequilíbrio através de atitudes (sejam brigas, vícios, agitação excessiva ou inércia), e depois nos deparamos com sentimentos de culpa, ansiedade, tristeza, confusão, e outros ainda mais difíceis. Se estes sentimentos não forem observados, entendidos e libertados, caímos num ciclo de atitudes negativas que manifestam desequilíbrio, sentimentos mal resolvidos, que geram novamente atitudes negativas. Vira um processo cíclico.

Antes de entender tudo isso que eu expliquei, eu me sentia como um hamster correndo eternamente numa rodinha. Quanto mais eu corria, mais rapidamente a roda girava e mais eu tinha que correr para acompanhar o ritmo. Eu me sentia correndo para lugar nenhum e nunca me perguntei com clareza por que de tanta correria afinal???

Eu estava correndo para me nivelar com a imagem que eu fazia dos outros, de pessoas que eu achava serem bem sucedidas e esqueci de olhar para minha própria vida durante um tempo. Quando me voltei para ela, meu filho já não era mais um bebê, meu casamento havia mudado muito, visitava raramente meus familiares, não cuidava da minha saúde... Eu havia chegado num estágio em que não me envolvia em nenhuma atividade que não pudesse trazer valor para o meu Currículo. Triste né? Mas infelizmente tem muita gente vivendo por aí desta forma e nem percebe... O que manifesta na vida delas, advinha? Desequilíbrio.

Eu trabalhava loucamente em algo que não me fazia feliz para poder ser feliz no futuro, quando estivesse estabilizada financeiramente. Perdi a beleza dos pequenos momentos. Abri mão dos pequenos prazeres de estar comigo mesma lendo um livro, de brincar com meu filho, de ficar ao lado do meu marido sem falar nada, de simplesmente SER.

O momento em que eu saí da rodinha de hamster foi quando entrei em depressão. Não foi uma escolha pessoal sair daquela vida, mas Deus sabia o quanto eu não desejava mais viver daquele jeito, num ritmo louco e sem sentido prá mim, trabalhando 10h, 12h, 14h por dia em projetos que não eram meus.

Quando o médico me impôs que eu deveria descansar, eu me perguntei: E agora? O que eu vou fazer com um dia inteiro nas mãos? Depois desse pensamento veio a responsabilidade de ter que cuidar do meu filho, que por mais estranho que pareça, eu não estava muito acostumada pois sempre tive alguém para me ajudar a cuidar dele enquanto eu trabalhava.

Esse período foi de reconhecimento, para mim e para ele. Aos 4 anos de idade, muitas vezes ele se mostrou mais maduro do que eu. Aprendi mais com ele do que ele comigo, certamente. Me dei conta do quanto estava perdendo daqueles pequenos momentos e prometi para nós que nunca mais eu negligenciaria o nosso amor, nossa relação de mãe e filho.

Então, veio a necessidade de trabalhar a partir de casa e buscar um trabalho que me trouxesse equilíbrio, realização pessoal, retorno financeiro e qualidade de vida. Não foi fácil essa busca, testei 3 projetos no empreendedorismo e cresci muito como profissional, mas principalmente, como ser humano, mãe, mulher...

Meus valores pessoais mudaram completamente. Hoje, o lugar onde meu filho, minha vida pessoal e minhas capacidades não são respeitados, já não serve mais para mim. Meu filho não é desculpa, não é incômodo, não é um peso como muitas empresas vêem. Ele é parte de mim, da minha história. Mesmo com a pouca idade, hoje com 8 anos, ele super participa dos meus projetos, me acompanha em compromissos de trabalho, me ajuda com pequenas atividades.

Estamos juntos desempenhando nossos papéis nesta vida e eu assumi meu lugar de mãe. Aprendi a respeitar meu tempo, meu coração, meus sentimentos, meu corpo, meus relacionamentos. Ainda tenho muito para aprender e quero passar esse aprendizado a diante ajudando outras pessoas a se desenvolverem.

E você, como se sente em relação ao equilíbrio das áreas da sua vida? Qual dessas áreas que se receber um pouco mais da sua atenção ajudará todas as outras a se harmonizarem? Escreva-me contando!

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Ser uma mãe presente e ter uma carreira é um desafio diário, não é mesmo? Já leu a parte 1 deste artigo aqui no blog? Você pode ler agora mesmo em:

Trabalhar e Maternar - Parte 1 

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Quer aprender a equilibrar os diversos papéis de mãe, mulher, empreendedora, trabalhadora, amiga, esposa, filha... Eu quero te ajudar ainda mais nessa missão.

Compartilho com você o artigo 7 estratégias para a mulher empreendora se organizar entre suas várias responsabilidades

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Olá! Sou Aline Macedo e atuo como Coach de Liberdade Profissional ajudando homens e mulheres que se sentem insatisfeitos ou frustrados sobre suas escolhas profissionais a construírem uma nova carreira ou negócio leve e com significado, recuperarem sua autoestima, superarem medos e bloqueios e colocarem seus maiores talentos e paixões no mundo em forma de um trabalho que gere realização, felicidade, renda e segurança financeira.  

Sempre ouvi aquelas pessoas que dão "piti" em público sendo chamadas de mal-amadas e minha interpretação sobre essa expressão, era de que o parceiro / parceira amoroso dessa pessoa não estava fazendo direito seu papel... Quando casei aos 21 anos, eu e meu esposo fizemos o cursinho de noivos e, em uma em uma das conversas com o...