Quando eu me permito ser quem sou (Ilustração da autora)

28/08/2017


Desde 2011 venho passando por profundas mudanças internas e externas, mas sem dúvidas, a maior delas foi na forma como trato a mim mesma. 

Isso refletiu em diversas áreas da minha vida pessoal e profissional. Meus relacionamentos mudaram, minhas escolhas mudaram, meus gostos mudaram, meus hábitos mudaram, meus lugares mudaram, minhas conversas mudaram, meu trabalho mudou (Ah, e como mudou!)... Isso me permitiu ver a vida de forma mais leve, e acima de tudo, ter mais compaixão comigo, compreendendo e respeitando minhas reais necessidades e sentimentos, sem atropelos. 

Iniciar essa trajetória de reconhecimento e respeito, fortaleceu a minha autoestima, possibilitou conhecer o meu valor e me livrar de rótulos.

Neste processo, aprendi que quando a gente não se escuta, não se olha, acaba não refletindo sobre o real impacto das nossas escolhas em nível mais profundo. Perdemos o foco sobre o essencial. O resultado é uma vida preenchida de coisas e compromissos, porém, vazia. Isso abre portas, ou melhor, "portais" para desequilíbrio emocional, ansiedade, depressão, doenças, além de escolhas cada vez mais equivocadas, cometendo sempre os mesmos erros na tentativa de acertar...

Todos nós nos comunicamos internamente, e esses diálogos precisam ser cuidados, observados e corrigidos quando necessário, caso contrário, nos tornamos tiranos de nós e de outros. Quando estas conversas internas não são saudáveis, tornam-se cada vez mais barulhentas e confusas, chegando o momento em que a gente até evita escutá-la. Para muitos é um verdadeiro pesadelo ficar a sós consigo em silêncio, achando melhor buscar distrações em qualquer coisa para não pensar na vida ou naquele trabalho que é um porre. 

A fuga existencial vira parte da rotina. 

Ter compaixão consigo é um ato nobre e corajoso. Não é nada fácil olhar para aqueles "defeitos" que conhecemos bem, entretanto, é preciso lembrar que temos qualidades que precisam ser reconhecidas também para neutralizar e minimizar o impacto destes pontos de melhoria em nós. A dualidade humana faz parte da vida e aprender lidar com ela é uma escolha inteligente! 

As coisas externas só mudam quando eu mudo meu relacionamento comigo, me aceitando como sou, me ouvindo, me olhando com afeto, me dando uma chance, acreditando que eu posso ir um passo a mais a cada dia, no meu próprio ritmo.

Perguntar-se: Como é que estou me sentindo com relação a... É uma pergunta importante, para ser feita diariamente. E se a resposta não for a mais bacana, é preciso ter muita compaixão consigo para compreender sua real necessidade e ter coragem de agir em relação a isso com sabedoria. Respeitando e permitindo-se ser quem você verdadeiramente é, com sua dualidade, com sua luz e sombra. 

Tomar consciência dos nossos sentimentos e desejos mais profundos, pode ser assustador e angustiante a princípio. Pode haver um enorme conflito interno entre o que "eu devo" e o que "eu quero" fazer. Entretanto, a partir do exercício diário de estabelecer um relacionamento saudável e íntimo consigo, é possível retirar aprendizados intangíveis e fazer escolhas sinceras, autênticas, fieis aos seus significados de felicidade, realização, sucesso, paz, equilíbrio...

Abrir esse espaço de intimidade e até de vulnerabilidade, te permite ser como você é: imperfeito, humano, aprendendo um pouco a cada dia. A partir disso, se reconectar com seu "novo eu", legítimo, íntegro, autêntico, verdadeiro, com coragem de ser quem é e aperfeiçoar-se diariamente, usando seus próprios recursos internos para alcançar aquilo que deseja.

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Abraços e Sucesso!