Como evoluir e financiar seu sonho de trabalhar com o que ama?

16/01/2017

Houve um dia muito importante na minha vida. O dia em que eu disse CHEGA!

Era uma manhã do final de 2013, não me recordo exatamente da data mas lembro-me da cena. Estava aguardando minha senha ser chamada para realizar a perícia médica que estava agendada. Aqueles minutos entre a retirada da senha e sair da sala do perito com a resposta sobre se eu poderia me manter afastada do trabalho para me tratar por mais tempo ou não, eram uma tortura. Eu sempre chorava muito enquanto aguardava, sentia batedeira no peito, suor frio, falta de ar, sensação de que a qualquer minuto teria um "piripaque"... era a crise de ansiedade me pegando de jeito. Ali naquela cadeira (e como todos os dias naquele período) eu pensava sobre o que havia feito de tão errado na vida para precisar passar por todo aquele constrangimento. Meu ego gritava comigo.

Eu ainda estava em depressão, lutando com todas as minhas últimas forças para sair daquele estado. Eu me culpava por não estar trabalhando ativamente, mas principalmente, por não fazer ideia do que eu gostaria de trabalhar para me sentir realizada, contribuindo para algo que realmente fosse útil do meu ponto de vista. Todos os dias eu pensava em como dar a volta por cima e não ter mais vergonha de tudo o que a minha vida tinha se tornado naquele momento.

Quando meu número enfim foi chamado no balcão de atendimento, a funcionária que me atendeu para triagem tinha um brilho diferente nos olhos, era um doce de pessoa, extremamente cuidadosa e atenciosa no seu falar. Claro que estranhei, pois quem já passou inúmeras vezes pelos balcões de atendimento da Previdência Social há de concordar comigo que o atendimento humanizado passa há quilômetros de distância da grande maioria dos funcionários que ali atuam. Aos poucos a serenidade e acolhimento dela foram me acalmando e, somente quando ela saiu de perto de mim para buscar uma impressão, foi que, após secar minhas lágrimas, reparei com atenção em suas condições físicas. Ela era cadeirante e ao retornar para mesa e digitar mais alguma coisa, notei que ela também tinha deficiência nas duas mãos.

Inevitavelmente, me comparei a ela, foi totalmente instintivo. Me envergonho, mas confesso que pensei: "Ela é, sem sombra de dúvidas, a pessoa que está mais feliz trabalhando aqui e olha só as condições físicas dela, é uma vencedora! E eu perfeita fisicamente, estou aqui "mendigando" que o médico me afaste mais um período para me tratar enquanto recebo um benefício que equivale menos da metade do que tenho capacidade de construir como renda mensal."

Sim, sei que é um pensamento distorcido, mas considere que eu estava passando por transtornos psicológicos naquele momento. Eu levei aquele sentimento para casa, de CHEGA! EU MEREÇO MAIS! Eu não havia escolhido passar por tudo aquilo, mas podia escolher como seriam meus dias depois daquele choque de realidade. A minha "debilidade" não era motora, mas na química do meu cérebro, porém, a minha força de vontade de mudar a partir daquele momento era enorme, e eu faria o que estivesse ao meu alcance! Não importasse quantos dias mais demorasse, agora eu jogaria totalmente a meu favor. Estava decidido, EU SERIA FELIZ DAQUELE MOMENTO EM DIANTE.

Minha meta não era mais me curar das doenças psicológicas para voltar a trabalhar. Minha nova meta: evoluir como pessoa para ser feliz, descobrir o MEU SIGNIFICADO DE FELICIDADE E SUCESSO.

O QUE EU UTILIZEI PARA SAIR DO ESTADO DE NÃO ESTAR TRABALHANDO NEM FAZENDO DINHEIRO COM O QUE AMAVA?

1 - Mergulhar de cabeça e sem colete salva-vidas no oceano do autoconhecimento - É um processo incômodo, leva tempo, dá medo mas é libertador. Nada no mundo vale tanto quanto pertencer a si mesmo! Autoajuda auxilia mas não resolve. Procure um profissional capacitado para te ajudar, como um psicólogo ou coach.

2 - Clareza sobre o que era realmente importante para a VIDA- Pensei sobre as pessoas e bens (materiais e não-materiais) que eu precisava para sobreviver feliz e vi que já tinha quase tudo, só me faltava exercitar mais a pessoa que eu queria ser e, consequentemente, levar isso para o mundo profissional. Já era começo de 2014 e me perguntei Aline, o que você quer alcançar como objetivos profissionais neste ano? E a minha resposta foi uma só: descobrir qual era o trabalho que tinha a minha cara e que eu amaria fazer. Esse foi o meu objetivo em 2014, me permitir descobrir.

3 - Definir prioridades - Com base no que faria diferença na minha vida e da minha família ao longo daquele ano, defini prioridades e investi tempo e dinheiro nelas. Encontrei algo que eu quisesse "experimentar", testar para ver se gostava de fazer e investir meu dinheirinho. Quanto eu possuía? R$ 200,00 apenas, era o que sobrava para mim do benefício do INSS no fim do mês. Me comprometi em dentro de um mês, recuperar o valor do investimento e lucrar no mínimo R$ 10,00. Pode parecer um retorno baixo para muitos, mas eu quis começar assim, com algo que eu pudesse me comprometer durante meu tratamento da depressão. O que eu decidi experimentar? Revender semi-joias por catálogo e algumas peças em mostruário físico.

4 - Permanecer atenta as oportunidades - Nesta empresa para a qual eu revendia semi-joias, reacendeu o prazer que eu sinto em trabalhar com outras pessoas e times, desenvolvendo gente. Muitas pessoas já me perguntavam em 2014 se eu era Coach e diziam que eu tinha muito jeito para isso, entretanto, eu já havia pesquisado o valor da formação e era algo que até então, eu nem me permitia sonhar pois estava fora da minha realidade financeira. Mas o meu desejo em trabalhar com desenvolvimento humano era cada vez mais pulsante e, quando eu aceitei que era isso que eu queria mesmo, a vida foi me trazendo em pouquíssimos meses, a oportunidade que eu tanto precisava. Primeiro eu fui desafiada por alguém que amo muito a ter coragem de ser bem-sucedida, daí na mesma semana uma amiga Coach me ligou e perguntou o que eu estava esperando da vida que ainda não tinha feito minha formação - já que era algo que eu tanto queria - no dia seguinte à ligação dela, a instituição que eu estava namorando fez uma mega promoção que eu nunca tinha visto antes - irresistível - e por último, a empresa de semi-joias faliu me obrigando a mudar de fonte de renda. Tudo isso aconteceu em 2 meses.

5 - Planejar para investir no sonho - Agora que eu já sabia quanto precisava investir para alcançar meu sonho, defini uma meta semanal e me comprometi com a realização dela. Acelerei minhas vendas pessoais, comprei peças em promoção antes do fechamento da empresa, vendi meu estoque parado, incentivei o time a alcançarem suas metas também pois precisávamos passar de fase juntas, peguei mais um produto de beleza para complementar a renda e consegui juntar o valor referente as 5 primeiras parcelas da formação que adquiri em 12 vezes. Passei o cartão e coloquei para mim que antes que minha reserva financeira para as 5 primeiras parcelas acabasse, eu precisava já estar atendendo clientes de Coaching de maneira remunerada, para pagar as parcelas restantes e viver também financeiramente do meu sonho!

E agora, além do meu exemplo pessoal, quero compartilhar com mais 3 dicas para que você consiga sair do lugar, evoluir e financiar seu sonho de trabalhar com o que ama

1 - Comece do zero, do negativo, mas comece - Talvez no seu caso, você precise pagar dívidas primeiro, certo? Precisa renegociar suas dívidas? Qual é a data limite que você coloca para si para ter estas dívidas quitadas? Onde pode cortar ainda mais gastos para diminuir seu custo de vida atual? Como vai fazer para gerar renda extra e zerar estas dívidas para começar a investir no seu sonho? Quanto custa o seu sonho? Qual sua estratégia para conseguir renda extra para financiá-lo?

2 - Dizer não para tudo o que não está alinhado com seu sonho de trabalhar com o que ama - Isso inclui não fazer novas dívidas nem gastos desnecessários ou que podem ser adiados (ex.: viagem nas férias, troca de carro, compras por impulso), coisas que trazem prazer imediato mas drenam seu tempo (ex: televisão, distrações, fofocas), conviver com pessoas negativas e principalmente, desacreditar que você é capaz de alcançar as coisas no seu tempo (não no tempo dos outros).

3 - Gerar uma renda extra semanal - Use sua renda principal, que você tem do seu emprego fixo (ou aposentadoria, ou benefício, etc) para cobrir seu custo de vida e faça um planejamento financeiro de transição, guardando o excedente para investir no seu sonho. Busque também gerar uma renda extra para investi-la totalmente na sua mudança de área. Se você fizer R$ 200,00 de renda extra por semana em 2017, no final do ano você terá no mínimo R$ 10.400,00 (R$ 200,00 x 52 semanas = 10.400 em dezembro).

DICA BÔNUS:

Eu preparei um Infográfico gratuito com 10 dicas para você gerar dinheiro o investir em você e na sua mudança de carreira. Você pode baixá-lo clicando aqui.


Ele foi pensado especialmente para você que decidiu que também já é a hora de mudar e dizer "Chega!" para aquele trabalho que te deixa infeliz, mas não sabe como fazer isso de forma segura financeiramente.

O fato é que já passamos da 1ª quinzena de 2017 e talvez você esteja repetindo os mesmos erros de 2016, 2015, 2014... Qual o cenário que você quer viver ao fim de 2017? O que vai fazer real diferença na sua vida pessoal e profissional ao longo deste ano? Como você vai fazer a diferença na sua própria vida e viver a felicidade e sucesso que você merece?

Compartilhe seus projetos comigo, vou adorar saber e contribuir para enriquecê-los!

Abraços e Sucesso!

Aline Macedo

Ajudando homens e mulheres que se sentem insatisfeitos ou frustrados sobre suas escolhas profissionais a descobrirem e trabalharem com o que amam, sendo bem remunerados por isso e sendo eles mesmos.

Autora do E-book 3 passos para conquistar o Apoio familiar na mudança de carreira e do Planner 2017 - para organizar pensamentos em pequenas ações e criar sua revolução pessoal, alcançando mais resultados, felicidade, realização e liberdade (inclusive financeira)

Criadora da Série 20 Segredos sobre como mudar de trabalho e fazer o que você ama! 

Sempre ouvi aquelas pessoas que dão "piti" em público sendo chamadas de mal-amadas e minha interpretação sobre essa expressão, era de que o parceiro / parceira amoroso dessa pessoa não estava fazendo direito seu papel... Quando casei aos 21 anos, eu e meu esposo fizemos o cursinho de noivos e, em uma em uma das conversas com o...