8 obstáculos que podem impedir você de executar o seu planejamento de Ano Novo e como superá-los 

04/01/2016

É extremamente comum todo final e início de ano as pessoas pensarem em seus desejos e promessas para o Novo Ano que chega. Há aqueles que conseguem transformar seus desejos em metas e realizá-los com facilidade, outros não. Podemos dividir essas pessoas em 4 grupos veja em qual você se encaixa:

No primeiro grupo estão os indivíduos cujos desejos não passam de desejos. Seus votos duram geralmente 1 semana e ao retomarem suas atividades e rotinas diárias, simplesmente deletam da mente tudo aquilo que mentalizaram durante a hora da Virada.

No grupo dois, estão aquelas pessoas que somente renovam suas promessas anualmente não fazem nada de diferente para torná-las realidade. São desejos reincidentes mas que não são concretizados, como por exemplo se livrar de um vício, emagrecer, passar mais tempo de qualidade com a família, etc.

O grupo três contempla os planejadores. Esforçados, colocam no papel tudo aquilo que pretendem mudar ou conquistar porém não conseguem materializar ações coerentes para seus projetos, ou para grande parte deles.

E por fim, no último grupo estão os executores, minoria de pessoas que planejam de forma muito clara o que pretendem e conseguem realizar. Planejam e executam.

Por que o último grupo é tão restrito? O fato é que não somos ensinados em nenhum lugar a desenvolver com clareza nossos objetivos mais simples. Muitas e muitas vezes tomamos decisões no calor do momento sem sequer avaliar seus desdobramentos positivos e negativos.

Sinceramente, até 2 anos atrás eu estive no grupo 3 e planejava minha vida de forma muito lógica. Conquistava muitos resultados porém usando de mais forças físicas e emocionais do que talvez fosse efetivamente necessário. Tudo era muito desgastante. A verdade é que eu não conhecia técnicas e estratégias que me permitissem fazer a escalada da montanha ser mais tranqüila e assertiva.

Eu enfrentei os 8 obstáculos a seguir, e te dou algumas dicas para você evitar cair neles:

1 - FALTA DE AUTOCONFIANÇA:

Quando crianças, sabemos de nossa capacidade de ser, aprender e fazer muitas coisas. Conforme crescemos, devido a diversas influências agregamos convicções que se não observadas de perto, tornam-se verdades pétreas difíceis de serem mudadas. Essas "verdades" muitas vezes não fazem o menor sentido. Elas distorcem nossa imagem sobre quem somos, nos afastando de nós mesmos, de nossas capacidades, de nossos reais talentos, de nossos dons natos. Desta forma, passamos a operar e viver com base no que é socialmente aceitável, isto é, no que todos ao redor esperam de nós. Por exemplo, há famílias em que ser magro ou gordo é um padrão; se um indivíduo decidir ser diferente, pode ser questionado se está doente ou se sente vergonha de suas raízes, logo a mudança fica mais difícil. Ou ainda, há círculos sociais onde sucesso é medido em volume de bens, viagens, marcas (não importa se a pessoa deve até os cabelos para o banco), e assim por diante...

Seguir padrões somente para agradar aos outros, pode ao longo do tempo lhe tornar um desconhecido para si mesmo. Você confia em quem não conhece? Sabe das capacidades dessa pessoa?

SUGESTÃO: Olhe diariamente com ternura para si e não tenha medo de mergulhar no Universo que existe dentro de você. Se conheça muito bem e não tenha medo de mudar de opinião. Somos seres inacabados, em construção, em constante aperfeiçoamento. Conheça seus pontos de melhoria e seus pontos fortes e pense nas oportunidades para usá-los a seu favor. "Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo" - Henry Ford.

2 - FALTA DE COMPROMETIMENTO CONSIGO MESMO:

Comprometer-se com algo ou alguém, muitas vezes implica mudanças . Mudanças de comportamento, hábitos, rotina, padrões de pensamentos e até mesmo, a descoberta de novos sentimentos. Comprometer-se com os outros não é fácil, mas para a grande maioria das pessoas, comprometer-se consigo mesmo é especialmente mais difícil. Isto por que a autocobrança é algo que requer equilíbrio e atenção contínuos. Se em excesso vira autoflagelo, se de menos, afrouxa a disciplina e deixa espaço confortável para a procrastinação tomar conta.

SUGESTÃO: Para cada meta atingida no prazo previsto, combine com você mesmo uma recompensa. Pode ser algo simples como ir ao cinema, fazer um passeio, assistir uma maratona da sua série preferida, só tomar banho depois de fazer seus exercícios... Caso não alcance a meta no prazo estipulado nada de recompensa, aplique-se uma penalidade. Exemplos: não ir ao happy hour com os amigos, não comer algo que você adora durante uma semana, ficar sem internet por um tempo, não assistir, etc.

3 - PRESSA:

Há tempo para tudo, isto é um fato. A própria natureza nos ensina que antes de comermos do fruto, precisamos cuidar do solo, escolher a semente, plantar, regar, cuidar da planta e esperar o tempo de colheita.

Cuidado para não estabelecer prazos não aplicáveis aos seus projetos e começar a sofrer por isso. Há coisas que podem sim ser feitas muito rapidamente a partir de uma simples decisão, outras porém, tem um tempo correto para se concretizar, principalmente se elas envolverem fatores externos, outras pessoas ou profundas mudanças de hábitos.

SUGESTÃO: estipule prazos realistas para suas metas. Não espere que as coisas se resolvam "para ontem" pois o ontem já não existe. Seja coerente, avalie o tempo mínimo e máximo que pode durar cada ação do passo a passo para conquistar e materializar suas metas.

4 - INFLUÊNCIAS DESTRUTIVAS:

Há pessoas que infelizmente se alimentam de fofocas, de críticas, de notícias trágicas, de conversas pesadas, de ver a queda dos outros... Esse tipo de influência não agrega nada de construtivo à sua vida, às suas metas ou às suas ações, muito pelo contrário. São pessoas que não importa o que você diga, não querem ver o lado positivo de nada pois estão mais interessadas em defender suas teses e convicções de que nada é tão bom quanto parece.

SUGESTÃO: Você é a média das cinco pessoas com as quais mais convive. Avalie quem está ao seu redor geralmente e o quanto você tem permitido que essas pessoas influenciem seu modo de pensar e agir, por mais próximas que elas sejam. Ouvir sugestões é importante, mas saber separar as construtivas das destrutivas é mais importante ainda.

5 - FALTA DE MOTIVOS CONVINCENTES:

Quando você estipula uma meta, precisa convencer ao seu cérebro de que ela é relevante e realmente importante para você. O sistema límbico cerebral é responsável pelas emoções e comportamentos, logo, ao definirmos objetivos a serem alcançados não podemos fazê-lo simplesmente por racionalidade e lógica, senão ficará muito difícil atingi-los.

SUGESTÃO: Ao definir seus objetivos e prazos, coloque em detalhes por que é tão importante para você alcançá-los. Liste no mínimo três razões que realmente mexam com você e que tragam valores inegociáveis para suas conquistas.

6 - ACREDITAR QUE A VIDA É LÓGICA:

A vida não vem com manual de instruções então não tente fazer do seu planejamento uma fórmula mágica que não pode dar errado (por mais perfeito que ele lhe pareça). Se a vida fosse uma receita de bolo, certamente as dificuldades seriam o fermento. São elas que nos fazem amadurecer, crescer, passar para o próximo nível!

SUGESTÃO: Se as coisas não saírem como você planejou, reavalie seu plano, recomece, persista, defina um novo caminho, um novo jeito, apenas não se desespere nem desanime. Há inúmeras formas de se chegar a um mesmo destino.

7 - NÃO PENSAR NOS DESDOBRAMENTOS:

Muitas decisões influenciam nossas vidas e até mesmo a de outras pessoas por anos. Surgiu uma grande oportunidade? Avalie como será a sua vida e de quem lhe cerca se você aceitá-la. O que você ganha? O que perde? O que muda? O que não muda? Inclui investimentos? Onde conseguirá recursos? Precisará mudar de cidade? Sua família entende e apóia? Se tudo der certo, quem você poderá ajudar? Se tudo der errado, quem vai ajudar você?

SUGESTÃO: Faça a seguinte pergunta para suas metas: "E Se?" Divida uma folha ao meio com uma linha vertical, de um lado coloque os desdobramentos "e se" positivos (de tudo aquilo que pode dar certo) e do outro "e se" negativos (de tudo aquilo que pode não dar certo). Não pare por aí, complete a frase do que você fará depois se der certo ou não.

8 - VITIMIZAÇÃO:

Eu não posso, eu não consigo, eu não conheço ninguém, eu não sei fazer, eu sou pobre, é muito difícil, etc... Quanto pensar desta maneira ajuda você a alcançar seus objetivos?

Não devemos colocar todas as esperanças de que as coisas só mudarão quando alguém resolver os problemas por nós, seja o governo, chefe, líder religioso, cônjuge, pais, filhos, Deus, Universo, etc... Podemos sim aceitar ajuda quando não há outra saída, mas é o nosso movimento em buscar a mudança que dá espaço para as coisas serem diferentes e efetivamente mudarem através de nós.

SUGESTÃO: Toda vez que você se pegar em um pensamento ou postura de vítima, complete a frase: Eu ainda (não consigo, não sei fazer, não sei por onde começar, etc) MAS vou me preparar através de (qual ação) para conseguir.

É claro que você pode identificar outros obstáculos não listados aqui que estejam lhe bloqueando em colocar seu planejamento em prática. Uma dica é continuar este exercício. Dê um nome para o seu bloqueio e em seguida elenque uma ou mais sugestões a si mesmo sobre como sair desta armadilha. 

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E por falar em planejamento para o Ano Novo, você já sabe por que está em busca daquilo que busca? Neste artigo eu falo sobre como alcançar uma vida com mais propósito: A busca por um propósito 

Permita-se reinventar e ser livre para trabalhar com o que ama de forma leve e sustentável. 

Olá! Sou Aline Macedo e atuo como Coach de Liberdade Profissional ajudando homens e mulheres que se sentem insatisfeitos ou frustrados sobre suas escolhas profissionais a construírem uma nova carreira ou negócio leve e com significado, recuperarem sua autoestima, superarem medos e bloqueios e colocarem seus maiores talentos e paixões no mundo em forma de um trabalho que gere realização, felicidade, renda e segurança financeira.  

Sempre ouvi aquelas pessoas que dão "piti" em público sendo chamadas de mal-amadas e minha interpretação sobre essa expressão, era de que o parceiro / parceira amoroso dessa pessoa não estava fazendo direito seu papel... Quando casei aos 21 anos, eu e meu esposo fizemos o cursinho de noivos e, em uma em uma das conversas com o...