A dor da demissão e como superá-la

25/04/2016

Recentemente, vi uma especialista em desenvolvimento humano dizer durante uma entrevista que a segunda maior dor emocional do ser humano é a perda do emprego, sendo que a primeira, é a perda de um filho.

De fato é uma grande dor que nos tira o chão. Passei por ela duas vezes na vida. Na segunda vez, decidi ainda na mesa da gerente que me desligava que não passaria por aquela dor novamente.

A partir desta decisão, deste "basta", foi que compreendi que não existe apenas a realidade do emprego CLT. Às vezes ficamos tão apegados a opção que nos contaram ser a mais segura, que simplesmente nem experimentamos outras modalidades por medo ou até mesmo, preconceito. Eu por exemplo, cresci ouvindo que quem trabalhava como autônomo era preguiçoso, quando na verdade, é justamente o contrário! Para o autônomo fazer o salário dele, tem que ralar muito!!!

Empregos estáveis não existem. A estabilidade não existe, seja no empreendedorismo, trabalho autônomo, CLT... Nem mesmo em cargos concursados já que, uma vez que a vaga ou o órgão seja extinto, lá se vai o cargo público. Ainda que você possa ser realocado em outras funções, estas não necessariamente terão a ver com o que você planejou fazer.

Mas voltando ao ponto, confesso que a dor do desligamento, a frustração de querer trabalhar e não conseguir é muito forte. Então, o que fazer para superá-la e aproveitar da melhor maneira possível a fase do desemprego?

1 - Não se envergonhe

Se você tem consciência de que não cometeu nenhum crime ou ação antiética contra a empresa, não há razão para se envergonhar. Ciclos têm começo, meio e fim. Para que algo novo e melhor possa chegar a sua vida, o velho precisa dar espaço. Erga a cabeça! Você precisa ser a primeira pessoa no mundo a ter consciência de suas qualidades, competências, habilidades, talentos, capacidades e recursos internos!

2 - Desapegue

É normal vivermos o luto do desligamento por uns dias, mas não se apegue nem a esta dor e nem às justificativas do seu desligamento (por mais injustas que lhe pareçam).Viva o luto por no máximo uma semana e comece o processo de superação. Analise, separe o que dá para aproveitar e pratique o desapego. Deixe ir.

3 - Identifique e supere suas crenças limitantes

Diante da dor, é possível que muitos pensamentos de autocrítica, preocupação e insegurança lhe ocorram. Desta forma, é preciso tomar certo cuidado, pois a nossa mente é poderosíssima e estudos comprovam que nossas interpretações da realidade são tomadas como verdades pelo cérebro. Então, cuidado com as histórias e pensamentos repetitivos que você tem contado a si mesmo. Para identificá-los, liste quais pensamentos de baixa qualidade e que drenam sua energia, tem te acompanhado ao longo do tempo. Sobre você mesmo, sobre a vida, sobre trabalho, sobre recomeçar, sobre o mundo, sobre relacionamentos...

Essas afirmações ou negações são uma verdade ou uma interpretação dos fatos? Por quê? De que maneira pensar desta forma te ajuda? Qual seria uma maneira de mudar esta sua frase / crença / pensamento e ressignificá-la positivamente?

4 - Assuma a sua parte da responsabilidade

Em primeiro lugar, não se culpe. Troque a culpa por um pensamento de responsabilidade.

O que você poderia ter feito de diferente em toda a sua carreira até aqui? Quais foram as escolhas que não lhe ajudaram muito? A partir de agora, o que você quer mudar e fazer diferente? Na sua nova busca ou construção de um trabalho ideal, o que cabe a você (e somente a você) fazer para alcançar sua meta no prazo desejado? Seria algo relacionado a qualificação, parcerias, networking, contribuição, desenvolvimento de habilidades? O que mais?

5 - Comprometa-se (de verdade)

Qual o seu grau de comprometimento em sair da dor do desemprego e passar a viver de um trabalho no qual, além de ser remunerado como espera, também ame e faça sentido para você? Quais serão suas ações a partir de hoje (deste minuto em que lê isso), para ingressar ou criar este novo trabalho? Quando estará começando nele?

Coloque uma data limite e COMPROMETA-SE em fazer acontecer. Torne-se obstinado pelo que vale a pena apegar-se: a realização do seu sonho, do seu projeto de vida! Não se trata apenas de fazer para dar certo, mas de fazer ATÉ dar certo, ok?

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Olá! Sou Aline Macedo e atuo como Coach de Liberdade Profissional ajudando homens e mulheres que se sentem insatisfeitos ou frustrados sobre suas escolhas profissionais a construírem uma nova carreira ou negócio leve e com significado, recuperarem sua autoestima, superarem medos e bloqueios e colocarem seus maiores talentos e paixões no mundo em forma de um trabalho que gere realização, felicidade, renda e segurança financeira.

Sempre ouvi aquelas pessoas que dão "piti" em público sendo chamadas de mal-amadas e minha interpretação sobre essa expressão, era de que o parceiro / parceira amoroso dessa pessoa não estava fazendo direito seu papel... Quando casei aos 21 anos, eu e meu esposo fizemos o cursinho de noivos e, em uma em uma das conversas com o...